Um pouco do que o Marketing Direto (ou de Relacionamento?) nos ensinou

Aprendemos a vibrar com a Comunicação Dirigida. Nada como poder medir o resultado de todo um trabalho. Foram até agora apenas 6 anos, mas já deu para sacar algumas coisas. Como o número de pessoas interessadas pelo assunto cresceu vertiginosamente, e os resultados para os clientes também, resolvemos dividir o pouco que aprendemos:

Marketing Direto ou Marketing de Relacionamento? Na verdade, na nossa opinião, tudo faz parte do universo da Comunicação Dirigida. A partir do momento que você precisa identificar os seus melhores clientes, diferenciá-los na prestação de serviços, criar parâmetros de investimentos por grupo de clientes e fidelizar para ganhar, utilizando as mais modernas técnicas de comunicação interativa que as novas tecnologias propiciam, você estará praticando a Comunicação Dirigida. E isso pressupõe mensagens de respostas diretas e ampliação de bons relacionamentos.


Construir relacionamentos é para especialistas. Pelo que constatamos, tanto na mídia como em nosso dia-a-dia, a procura por programas de relacionamento e fidelidade vem crescendo muito ultimamente. Todos falam, mas nem todos sabem praticar. Para dar certo é necessário uma experiência que mescle conhecimentos em falar com públicos segmentados, capacidade de transformar serviços em benefícios, saber ouvir, conhecer as diversas modalidades de abordagem, plano de integração de ferramentas, capacidade de comunicação on e off-line e acima de tudo não perder o senso do diálogo.


Fidelização é pura conseqüência. Descomplicando, fidelização nada mais é do que um programa de relacionamento bem implementado. Só o tempo vai dizer se você está certo.


Comunicação Dirigida: a arte de comunicar ou a ciência de se relacionar? Lógico que quanto melhor a capacidade de comunicar que as peças apresentem, maior a probabilidade de sucesso do programa de marketing direto. Porém, a experiência tem nos mostrado que Comunicação Dirigida vai muito além da peça de comunicação. Hoje o sucesso de um programa está cada vez mais ligado à capacidade de se manter um relacionamento consistente com o cliente. E para isso temos de mudar nossa postura de "shouters" para "listeners". A experiência e a análise da experiência passada prediz o futuro. Aí começa o relacionamento por resultados.


Só pratica Marketing Direto quem sabe planejar integração de ferramentas. Integração de ferramentas é a chave do sucesso de um programa de marketing direto. Muito mais do que o "Que e Como", é fundamental a exata combinação das ferramentas, na proporção certa. Já que a tecnologia proporcionou uma infinita possibilidade de programas multimídia, é necessária expertise para implementá-los.


On-line e Off-line têm de andar junto. Na nossa opinião, não cabe mais aquela discussão de modelos de atuação do web marketing. Definitivamente acreditamos que a área de web tem de andar de mãos dadas com o off-line (de preferência no mesmo ambiente). Qualquer coisa que não passe pela integração dessas duas formas de abordagem não é Comunicação Dirigida. É desperdício.


Comunicação One-to-One só funciona para os que não tratam o cliente como "target". Está mais do que provado que quanto maior a capacidade de personalizar e valorizar a comunicação individualizada, maior o retorno dos programas de marketing direto. A tendência mundial apontada na última conferência mundial da DMA é pela informalidade da linguagem. E tem gente que ainda pensa que marketing direto é chato. É, sim, para quem não acordou para o fato de que do outro lado e acima de tudo está o indivíduo.


Teste, teste, teste, teste, teste: deu resultado? Marketing direto pressupõe mensuração de resultados. Através da monitoração das experiências e teste de argumentos, vai se chegando ao modelo ideal. Cada categoria de produto tem seus parâmetros próprios. Com certeza após algumas experiências, os padrões estarão nas suas mãos.


Quem valoriza a idéia, costuma se identificar com as boas agências de Marketing Direto. O fato de acreditar que Marketing Direto está mais associado a números do que a comunicação é que fez com que o setor tivesse uma imagem um pouco sisuda. Na medida em que algumas agências apostaram na combinação da idéia excelente com o programa mais adequado, os resultados começaram a aparecer. A partir daí, as idéias voltaram a brilhar.


O bom atendimento ainda fala mais alto. Não conseguimos ver nada mais eficaz, nestes poucos anos de mercado, do que a boa prestação de serviços. Percebemos que, apesar da globalização e dos ganhos de escala, o cliente do cliente ainda quer ser bem atendido e se sentir único. Ou seja, vamos encerrar, pois o tempo é do cliente. E é isso que funciona.

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